Triangulice rende ótimas histórias e uma delas foi o show emocionante do Pato Fu

Quando tinha visto a um show do Pato Fu pela primeira vez, era um adolescente estava descobrindo as coisas, tinha medo  e várias incertezas. Porém, de alguma forma, aquela apresentação me marcou. Acredito que a energia envolvida e o carisma do grupo me chamaram a atenção. Na verdade, naquele dia, em Itumbiara, somente senti a vibração do show, não consegui um bom lugar.

Mais de 20 anos se passaram, os medos mudaram, as incertezas são outras, aquele adolescente cresceu mantendo o espírito jovem  e tendo dificuldade para compreender esse mundo adulto. Sendo assim, sigo enfrentando velhos e outros dilemas, sabe como é? Algumas coisas simplesmente não mudam.

Foto: Pri Franco Produções

A busca por aprender e evoluir continua. O que percebi é que para me sentir bem tenho que estar cercado de pessoas boas, estar em movimento e em um lugar que possa construir e conhecer novas histórias. Não há ambiente melhor do que a cultura, arte e o esporte. Nesses ambientes, as pessoas se sentem livres, esquecem momentaneamente dos problemas e expressam a sua alegria e emoção por estar ali.

Essa emoção que senti há 20 anos voltou neste domingo (29),mas desta vez, tive a oportunidade de realmente ver uma performance ao vivo do Pato Fu, podendo reviver antigas emoções. Por isso, ao ouvir “Antes Que Seja Tarde”,  “Canção Para Viver Mais”,  “Sobre o Tempo” e “Perdendo os Dentes” não contive a emoção e chorei muito. Ao sentir aquele turbilhão de sentimentos voltando, sabia que toda a aventura que vivi para estar no Triangulice valeu a pena.

Pois, antes de ir para Araguari para acompanhar o festival, algumas dúvidas pairavam na minha mente. Primeiramente, a dificuldade para encontrar e o cancelamento em cima da hora de uma carona, dessas que você arruma por meio do aplicativo.

Foto: Igor Castanheira

Já que estava arrumado e decidido a ir para ter mais uma história para contar, lá fui eu. Peguei um Uber com destino a Araguari por volta das 19h30 da noite.  A motorista estava chateada com algumas situações da vida e conversou comigo e quando nós compartilhamos experiências e visões da vida, acabamos tendo uma boa viagem. Ela me agradeceu pela compreensão e por aquele momento.

Só por isso a noite já valeria a pena, no entanto, tem muito mais. Quando desci do carro, percebi que estava no evento errado e acabei vendo um pouco do bom show do Trio Parada Dura.  Poxa, pensei: como vou para o outro lado? Era muito grama, degrau e acessibilidade quase zero.

Pedindo ajuda e me apoiando nas grades de separação do público, cheguei ao chefe da segurança. Muito gentilmente, ele me acompanhou ao Triangulice. Tem gente com a alma boa nesse mundo.

Mais familiarizado com o ambiente, já me coloquei na frente do palco e encontrei o Pedrinho, amigo que havia conhecido no show do Arthur Xará na última sexta (27).

Agora sim, tudo certo para acompanhar um ótimo festival, né? Cheguei e acompanhei a performance dos Canabicos, um rock de muita qualidade. Eles apresentaram o seu trabalho autoral, animaram  o público e abriram o espaço para a apresentação de André Salomão com vários convidados. Com um toque de MPB, folk e jazz, ele fez um show esbanjando alegria e muito orgulho de estar naquele palco, mostrando a sua arte na sua cidade natal

Foto: Pri Franco

Estava chegando a hora do Pato Fu, a ansiedade aumentava e o nervosismo também, pois reparei que estava sem bateria e sem carregador, imagina você sozinho em outra cidade com apenas 5% de bateria e, pelo menos, mais duas horas de evento.

Foto: Igor Castanheira

Falei com o Pedrinho e fiquei tranquilo. Já tinha lugar pra dormir, mas sem fotos do show do Pato Fu. Foi lindo! Além de me emocionar, presenciei o domínio de palco da banda, o carisma dos integrantes e a facilidade que Fernanda Takai e o John têm para contar histórias desses 30 anos de carreira.

Posso dizer que a apresentação do Pato Fu não surpreendeu. Teve todos os sucessos, momentos mais pesados, mesclados com as consideradas baladas, e a ótima energia de Fernanda Takai & Cia

Já estava mais do que satisfeito, porém, a noite não havia acabado. O Lukinha me chamou para conhecer a banda no camarim, claro, empolgado aceitei. Nesse momento,  esqueci do Pedrinho e que estava sem bateria.

Foto: Igor Castanheira

Isso não era importante. Eu queria uma foto ou uma entrevista, nunca se sabe. Para chegar no camarim contei com a ajuda das pessoas da produção e seguranças, os obstáculos de acessibilidade, a gente tira de letra e se diverte, valeu pessoal!

Sonho realizado e sem lugar para dormir, tudo certo! Ai, o meu querido amigo Raphael me salvou. Dei trabalho, claro! Acho que ele até estava sentindo falta. Valeu, Sapão!  Tenho que agradecer a Alana, uma simpatia de menina que me deu carona e me contou um pouco da sua história, vai render um ótimo Se Manca

Este foi meu domingo, comemorei o aniversário de Araguari em dois lugares , contei várias. histórias, reencontrei pessoas e fiz novas amizades. Que venha o próximo Triangulice.

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